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Mostrando postagens de novembro, 2019

Países também se sentam sozinhos

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Vou começar o texto com uma confissão. Sempre tive medo de ser isolado. Medo que fez com que eu mudasse meu jeito para ser “aceito” por todos. Para ser sincero, senti esse medo até pouco tempo atrás, e após perder ele senti algumas consequências na pele, como o fato de nem todos gostarem do verdadeiro eu. Não sou um isolado porque tenho alguns grandes amigos. Ah, e antes que eu me esqueça, quero agradecer a todas as pessoas que estão ao meu lado, cada um do seu jeito faz com que meus dias sejam cada vez melhores. Mas vamos ao o que eu realmente quero falar. Diferente de mim, o Brasil, ou melhor, seu governo não tem medo de se isolar. E se tem, disfarça muito bem, porque o sentimento passado é que o Brasil é uma superpotência mundial, pois pelo o que o governo fala, mais precisam da gente, como país, que nós deles. Digo que não tem medo de se isolar por uma série de fatos. Não sei se vale a pena ficar falando aqui, até porque tudo o que seria dito já foi falado nos jornais. Já...

Mudança de planos

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Hoje eu iria escrever sobre a esquerda brasileira, ou melhor, já estava escrevendo. Porém parei no meio do texto, e explicarei o porquê. Fui à um evento ontem à noite, e no momento o tema tem maior importância para mim, até porque a esquerda não vai solucionar seus problemas de um dia para o outro. Mas antes de falar sobre a noite, contarei algo que aconteceu comigo durante o dia. Eu e um grupo de amigas estávamos conversando sobre representatividade, para ser sincero, elas estavam falando e eu apenas ouvindo. Estava calado pelo fato de que eu não participo de nenhuma minoria, e por conta disso, sou “representado” em boa parte dos casos. Agora vamos à noite. Fui convidado para uma exposição de artes. Exposição que foi feita e organizada por escolas que trabalham na educação de jovens e adultos. Ah, que noite incrível! Pessoas incríveis, principalmente um dos professores coordenadores e minha acompanhante, conversa boa, de política à dança, música ao vivo em pleno dia do musico,...

Veia aberta

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Começo o texto falando que hoje, em pleno 2019, me senti nos anos 50. Década em que Getúlio suicidou-se, que JK prometeu evoluir 50 anos em 5, que o Brasil ficou em segundo lugar numa copa do mundo, e que cerca de 50% da população brasileira era analfabeta. Agora, vou falar o porquê me senti nos anos 50. Ou melhor, vou falar sobre um livro escrito nos anos 50. O livro “Quarto de despejo – diário de uma favelada” fala sobre como era a vida de um pobre no antigo Brasil, que é muito atual por sinal. No Brasil, do livro e de 50, a escritora passa fome, o Rio de Janeiro era foco das emigrações, e os políticos, que como hoje, não faziam nada. Porém, vou dar enfoque a apenas um tema tratado no texto. A fome, que é tão bem descrita que a barriga de quem lê até dói. A autora fala que só não havia fome, quando ganhava pão, quando os açougueiros doavam ossos, e quando os feirantes davam a sobra das verduras, das frutas etc. “Mas o que a fome do livro tem haver com a sua “volta” aos ano...

Brasileirismo

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Hoje aprendi uma palavra nova. Sempre em que descubro algo novo, me sinto uma criança em fase de crescimento, aquela que tudo quer saber, que tudo pergunta. Mas voltando. A palavra nova é “Resiliência” e foi apresentada por uma grande amiga, na qual não citarei o nome, mas que ao ler esse texto saberá que é dela em que falo. Após ouvir a palavra, fui logo pesquisar o seu significado. Que é, segundo o dicionário, “Capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou as mudanças”. Admito que tive que ler umas cinco vezes para entender o significado, mas como dizem “A arte da leitura é a releitura”. E assim que entendi o significado, pensei “A muito tempo não ouvia uma palavra tão brasileira”. Digo e explico. O brasileiro é um dos poucos povos que se acostumam com as situações ruins e que, em hipótese alguma, se junta para reclamar. Espero que o leitor entenda que eu generalizei todo um país, até porque nem todos nós somos passivos, falo isso pois boa parte das pessoa...

Eternos nativos

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Dedico esse texto ao Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro. Dedico a ele pois por conta de uma de suas entrevistas, para ser mais exato, a que ele deu no programa “Provocações”, tive a curiosidade de pesquisar sobre a situação do índio no Brasil. A um tempo atrás li um livro chamado “O tupi que você fala”, não lembro-me o escritor, perdão. O livro infantil falava sobre a influência do tupi no nosso cotidiano, e no final do livro havia a seguinte frase “Descubra o indiozinho que vive dentro de você”. Abro parênteses. Sim, leio livros infantis. Tiro algumas das minhas ideias deles, se querem saber. Ah, me lembrei do nome do escritor. O nome do escritor é Claudio Fragata. Fecho parênteses. E após ler a frase, pensei “Nós temos tantos costumes indígenas. Então porque não respeitamos os nativos da terra?”. Disse nativos da terra, pois é assim que eles preferem ser chamados. De volta ao tema. E para quem duvida desses costumes vou citar alguns: Nós an...