Santos, Santos e Santos
Pela primeira vez vou começar o texto de forma direta, sem histórias, e sem frases. Ou melhor, começarei com uma frase do Nelson Rodrigues. “Deus só frequenta as igrejas vazias”. E agora serei direto e falarei a minha frase. A política Brasileira está rodeada de santos. E vou explicar o porquê nos próximos parágrafos, porque todos vocês, caros leitores, sabem que eu tenho medo do parágrafo ficar muito extenso.
O meu primeiro ponto é que o governo prorrogou a isenção de impostos para os templos religiosos por mais 15 anos. E sim, eu sou a favor do pagamento de impostos, não só por templos religiosos mas pelas grandes empresas também. Mas não é de se surpreender um governo a “favor” da família Brasileira continuar isentando instituições não governamentais, principalmente as que envolvem religião. Contudo, é bom deixar claro que a isenção vem desde os governos do PT, ou seja, na minha sincera opinião, o governo atual não é o único culpado.
E meu segundo ponto, que diferente do primeiro não diminui nenhum gasto apenas acrescenta mais um, e claro que ao povo, é o “Imposto do pecado”. Lembrando não foi aprovado, mas vale a discussão. Para quem não sabe o “imposto do pecado” tinha como ideia acrescentar uma taxa sobre alguns produtos como cigarros, bebidas, e até mesmo produtos que contem açúcar.
E outro ponto sobre o novo imposto que deve ser dado é que ele atinge principalmente o pobre. E porque eu digo isso? Vamos colocar, como exemplo, que o imposto aumentasse R$ 0,50 em cada garrafa de cerveja, cada maço de cigarro, ou cada caixa de bombom. Ou seja, o pobre teria o aumento de gasto nos seus dois salários mínimos, já o rico teria o aumento de gasto no seu “salário” de R$ 1.000.000,00. Mas o nome do imposto está certo, é realmente um pecado cobrar mais um imposto para os pobres.
Abro parênteses. Caso você não se considere pobre, farei duas perguntas. Sua família tem que trabalhar mais de duas vezes por semana? Você pega o seu jatinho e vai para a Europa quando quer? Se a resposta for sim, realmente você é rico. Se a resposta for não, desculpa avisar mas... Fecho parênteses.
Voltando. Olhe que legal, um governo que isenta impostos para os templos religiosos e tenta criar um “imposto do pecado”. Os ateus que se cuidem. Mas como um tio meu pensa, não vou citar nomes porque familiares meus leem, eles são uns santos. E quero deixar bem claro, que todos os governos Brasileiros estavam cheio de santos, antes que os críticos venham falar que eu só falo do governo Bolsonaro.
Por fim, até porque esse texto não é um romance. Que um dia a política brasileira seja realmente rodeada de santos, como muitos pensam.

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