Cortem as cabeças
Pela primeira vez vou dedicar a alguém que não conheço.
Dedico esse texto a todas as mulheres chamadas Piedade, nome que é uma
homenagem a um sentimento tão puro.
Agora ao texto. Todo Brasileiro sofre de Alzheimer. Sem
exceção, todos os Brasileiros sofrem de Alzheimer. E agora os leitores devem
estar se perguntando do que eu estou falando, se acalme que vocês saberão
conforme forem lendo o texto.
Vamos voltar a 1992, quando Fernando Henrique Collor, que
segundo minha família, foi o presidente mais bonito que o Brasil já teve,
sofreu impeachment. Para quem não sabe o Collor foi deposto por crime de
responsabilidade.
Na época em que o presidente caiu, grande parte dos
brasileiros falaram “O Collor não volta nunca mais volta para a política”. E
isso aconteceria, se não estivéssemos em um país que a população sofre de
Alzheimer.
E pode se indignar caro leitor, depois de ser deposto por
crime de responsabilidade Fernandinho virou senador de seu estado, Alagoas.
Repito. Depois de ser deposto por crime de responsabilidade Fernandinho virou
senador de seu estado, Alagoas.
Agora falarei sobre a esquerda, que pra mim é a esquerda mais
dividida do mundo mas isso não vem ao caso, para que a oposição não fique com
ciúmes. Digo que a esquerda é a oposição, pois na época Fernando Henrique, não
o Cardoso mas o Collor, ganhou a eleição presidencial em cima do Lula.
Já que citei o barbudinho, vou usar ele como o outro exemplo.
Luiz Inácio Lula da Silva, o homem que consegue ser odiado e amado por muitos
ao mesmo tempo. Lula, como era conhecido, teve dois mandatos impecáveis,
segundo boa parte da população. Porém o problema veio depois.
Anos depois, o ex-presidente foi envolvido numa investigação
e foi preso. E novamente o caro leitor está rodeado de dúvidas dessa vez a
maior delas é o por que Luiz Inácio está no texto sobre esquecimento.
E explico. Mesmo preso, o ex-presidente se candidatou, parece
loucura mas é só Brasil, e caso tivesse solto teria ganho. Mais uma prova de que
o brasileiro tem a doença com nome alemão.
Abro parênteses. Não sou Deus. E por conta disso, não estou
analisando quem está certo ou errado. E como diria a defesa da também
ex-presidenta Dilma “A história dirá”. Fecho parênteses.
Termino dizendo duas coisas. A primeira é que se o Brasil
fosse um reino a única forma de um rei deposto não voltar ao trono seria
cortando-lhe a cabeça. E segundo, que caso inventassem a cura do Alzheimer o
Brasil seria o país mais beneficiado.

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