...


Poderia dedicar esse texto a minha insônia, porque como sempre, ou melhor, como boa parte das vezes escrevo ele depois das duas da manhã. Mas não, dedico esse texto a pessoas que fez com que eu pensasse até esse horário. Pessoa que não citarei o nome mas que ao ler esse texto medíocre saberá que é dela que eu me refiro.
Depois de um tempo escrevendo sobre o governo, a sociedade e até mesmo fazendo cartas para tentar calar as vozes que tanto gritam dentro de mim, eu escrevo sobre a incerteza. Sentimento que – Apenas entre nós—assola e limita muita gente.
Caberia falar sobre o “Covid-19” agora, até porque nunca sabemos o que irá acontecer num País quando uma doença altamente contagiosa assola nossas ruas, cidades e estados. Mas eu já estou bem cansado de falar sobre o governo, até porque se eu fosse comentar todos os erros eu teria que escrever todos os dias e destinar todo a minha tentativa de intelecto com esses canalhas.
Mas não, hoje não irei falar do lado que já é muito valorizado no incerto, nesse caso, o lado ruim, falarei sobre o lado bom, o lado que geralmente ninguém valoriza, e para ser sincero, eu mesmo demorei um tempo até “ressignificar” essa palavra ou sentimento. Hoje falarei sobre o lado que surpreende e ensina.
Acho que esse lado, no caso o bom, sempre deveria ser lembrado quando falamos sobre a incerteza. Até porque imagine só se nos limitássemos a chegar apenas ao bojador, caso isso acontecesse, atrapalharíamos até mesmo Fernando Pessoa que não escrevia “Mar Português”. Peço que agora, vocês, caros leitores, pratiquem um exercício mental, prometo que será rápido.
Se imaginem no meio do Oceano Atlântico. Imagine que você está numa viagem que 4 meses a procura de um lugar. E imagine que do nada, literalmente, do nada você encontra terra a vista. Imagine o prazer que você sentiria sendo um dos primeiros a conhecer um continente. Imagine o sentimento de estar entrando para a história.
Agora uma situação menor. Imagine que você vá a um restaurante conhecido, no qual você vai muito, porém ao invés de pedir o prato que você sempre pede, você faz um pedido novo, e quando experimenta o prato, no qual o único ingrediente que você conhecia era a incerteza, se apaixona e o acha incrível.
Acho que esse deveria ser o lado da incerteza que deveríamos pensar quando encontramos algo novo. Nem tudo é ruim, como nem tudo é bom, mas tudo é aprendizado. E eu espero que nós, eu e vocês caros leitores, não nos limitemos ao sabor do conhecido e a mediocridade do que está ao nosso redor. Por fim, espero ter ajudado.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cortem as cabeças

Leve como um tijolo

Segunda carta ao inferno