Pelo meu ego!


Antes de tudo, quero dizer que, provavelmente, estou escrevendo esse texto porque quero provar a mim mesmo que ainda consigo escrever um bom texto. Ultimamente, venho escrevendo muitos poemas, mas escrever poema é fácil, difícil é fazer com que um pensamento tenha início, meio e fim, e isso tem muito tempo que eu não faço. Pois é, insuficiência de merda! Tudo bem que não estava com planos de escrever esse horário, para contextualizar, são exatamente 2:01 da manhã, mas um pensamento teimoso está demorando mais o normal para ser esquecido, e por conta disso, tentarei escrever. Agora sim, vamos ao texto!
“Que pensamento?”, vocês, caros leitores, podem estar se perguntando, e eu, como sempre faço, lhes digo: Quando nós, se referindo a humanidade, vamos pousar em Marte? Notem, que eu só disse pousar e não colonizar, que é o que a comunidade cientifica vem prometendo; Ou melhor, quando conseguiremos colonizar Marte?  Segundo alguns amigos, demoraremos muito para conseguir colonizar marte, já para a comunidade cientifica, a colonização começara em 2032. “Porque tu está pensando nisso?”, sinceramente, não sei, mas vi um filme muito bom, por indicação de uma amiga, e ele me colocou essa dúvida. Assistam “Interestelar”, se já viram, vejam novamente, se não viram, vejam pela primeira vez.
Mas não comecei esse texto para falar sobre Marte, mas sim sobre o planeta Terra, para a sorte de todos, porque não entendo muito de viagens espaciais. Reparem, contando a partir de agora até o ano em que a colonização será iniciada, 2032, se não houver atrasos, temos um intervalo de 12 anos, e eu faço mais uma pergunta: Conseguiremos, como humanidade, viver de uma forma razoavelmente bem até 2032?
Dando minha opinião, coisa que não faço a um tempo, não conseguiremos. E claro, digo isso com base em fatos, como: A emissão de C0², gás carbônico, vem sendo cada vez maior, e isso resulta em aumento das chuvas acidas, das queimadas, diminuição do Ph de rios e mares, em outras palavras, a agua do mundo está ficando cada vez mais acida, etc.; O desmatamento vem aumentando cada vez mais, citando o Brasil, desmatamos em torno de 21 mil quilômetros quadrados, sendo por conta do agronegócio, da pecuária etc.; Estamos vivendo uma pandemia que já causou mais de 650 mil mortes, sendo quase 90 mil só no Brasil, e, segundo estudos, doenças como o Covid-19 serão cada vez mais comuns; Daqui a alguns anos haverá mais plástico no mar do que peixes; e diversos outros fatores, que se eu fosse colocar, perderíamos mundo tempo, vocês, lendo, e eu, escrevendo.
Como gosto de desenvolver meus textos com base em perguntas, farei outra. Realmente vale investir tanto dinheiro para colonizar outro planeta enquanto a gente vê o nosso morrer? Fazer isso se equivale a comprar flores para outra pessoa, porque o seu relacionamento não vai bem, a comprar um carro toda vez que um pneu fura, recomeçar uma leitura só porque erramos a pronuncia de uma palavra, parar um samba só porque alguém errou uma batida e assim vai... Mas basicamente, não vale a pena tentarmos colonizar outro planeta, enquanto não aprendermos a lidar com o lugar em que vivemos. “Porque, queridinho?”, foi essa a pergunta que uma amiga minha me fez, quando eu disse tudo isso que estou escrevendo, e eu, digo e explico, como fiz para ela. Porque se não, a história de Marte será a mesma que a da terra, um ativista ambiental, para ser mais especifico, o Ailton Krenak, disse que a terra entrou em decadência quando nós, seres humanos, chegamos aqui, e em Marte, aconteceria a mesma coisa.
“Mas porque você acha que isso aconteceria, Luís?”, simples, nós, seres humanos, achamos que tudo tem prazo de validade, e com isso, nós não entendemos que devemos tentar estender a vida útil de algo ao máximo, e não gastar o máximo enquanto temos. Não sei aonde quero chegar com esse texto, de coração, sinceramente, nem eu vivo de bem com a terra, gosto muito de carne, mesmo sabendo que a pecuária acaba com o meio ambiente, tomo leite, mesmo sabendo que é um indústria cruel etc. Mas, o que parecia ser algo distante, está se tornando cada vez mais próximo, que é o fim do mundo, e nós devemos nos preocupar, porque os problemas mal começaram a aparecer e nós já estamos a mais de 5 meses em casa.
Poderia resumir esse texto em um parágrafo: Invistam na saúde e no bem estar do nosso planeta, devastar outros lugares não é uma opção, até porque, qual será a próxima opção? Saturno? Mercúrio? Júpiter? Acho que nenhum dos que eu disse são habitáveis, ou seja, teremos que cuidar da nossa casa. E caso a colonização seja um sucesso, quantos de nós, como sociedade, vamos sobreviver até lá?
Termino assim, espero que esse texto tenha ficado bom, tenho que alimentar o meu ego. A função dele era essa, por mais que vocês, caros leitores, estejam pensando que a função era ajudar o mundo, erraram. No fundo, todos nós sabemos que ninguém liga para o bem estar da espécie!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortem as cabeças

Leve como um tijolo

Segunda carta ao inferno