Como os bons vinhos


É a primeira vez em que eu faço um texto com base na imagem, geralmente, eu faço o texto e depois escolho a imagem. Mas como uma grande amiga, de uns 7 anos, para ser exato, pediu que eu escrevesse algo sobre um desenho dela, mudei toda a “minha” ordem. Não falarei dela, ou melhor, farei como Drummond: “A fulana – Sem palavras”. E para ser sincero, já refiz esse texto muitas vezes. Para mim nunca está bom, principalmente por ser para uma amiga tão especial.
Assim que vi a pintura, me lembrei das ruas de Havana em Cuba. Ah as ruas de Havana, como são velhas e como são lindas. Não tive a oportunidade de ir a Cuba ainda, mas a pouco tempo conheci uma pessoa que já esteve lá diversas vezes, e melhor, já até almoçou com a maior autoridade da saúde Cubana, não sei se lá eles o chamam de ministro da saúde ou coisa assim.
Abro parênteses. Sim, eu estou conhecendo pessoas que eu não imaginava. Ao mesmo tempo que me sinto agradecido e lisonjeado pelos convites, sinto medo de estar sentado com gente de tanta importância. Fecho parênteses.
Mas voltando as ruas de Havana. Sempre que penso em Havana, Cuba vem em minha cabeça. E consequentemente, o nosso excelentíssimo presidente falando: “É de esquerda? Vai pra Cuba”. E a partir de agora o texto vai virar a venda de uma viagem, até porque as ruas de cubanas não são bonitas só pela estética, mas pelas histórias, ideologias etc.
Cuba tem a melhor educação da América Latina. Para quem não sabe, a ilha foi a primeiro país da América a erradicar o analfabetismo. A revolução sempre promoveu a educação, diferente de muitos outros governos. E por conta da educação, as ruas de Havana são extremamente politizadas, diferente dos que muitos falam Cuba não vive uma ditadura e o povo tem maior participação que no Brasil. Mais um ponto a favor.
Falando da estética. Havana tem uma arquitetura única. As ruas são clássicas. Por Cuba não ter se modernizado muito durante os anos, principalmente após os anos 90, os prédios, as casas, as praças são velhas. A arquitetura cubana é como um bom vinho, a cada ano que passa fica cada vez melhor. Mais um ponto a favor.
Como falamos em vinho. Há uma bebida cubana de fama mundial, como a tequila mexicana, a vodka russa, a cachaça brasileira etc. Cuba libre. Bebida que é a mistura de Coca-Cola, bebida estadunidense, e rum, bebida tradicionalmente cubana. E como muitas coisas em Cuba, a bebida ensina muito. Ensina que os Estados Unidos sempre está por cima, e que os outros países, principalmente os latino-americanos, sempre estão por baixo. Mais um ponto a favor.
Ah, e a culinária cubana. Como é boa. A pouco tempo eu disse a uma amiga chefe de cozinha que eu sou apaixonado pela ilha que está no meio do mar do Caribe. E ela, sendo uma fofa, preparou um prato típico de lá. Não me lembro o nome, mas era um picadinho com ingredientes cítricos. Se todos os pratos forem assim, todos são maravilhosos. Mais um ponto a favor.
Puxando algo que está na pintura. Os pássaros. Como são lindos. E além de lindos, são exóticos, cores, cantos, formas. E eu, como um mero curioso, descobri isso numa pesquisa rápida. Agora imagine tudo que pode se conhecer indo a Cuba, indo a Havana. Mais um ponto a favor.
A última coisa que eu irei falar é uma crítica. Senti falta das pessoas. Senti falta da vida, da luz do povo latino americano. Povo que tanto lutou e luta, mas que nunca perde o sorriso. Me perdoem, mas não poderia acabar o texto sem uma. Um ponto a menos.
Por fim, até porque não quero tomar muito tempo. Eu lhes dou um conselho. Vão a Cuba, a ilha é linda, e caso ouçam meu conselho não se esqueçam da Cuba libre e nem dos famosos charutos cubanos. E se gostarem da viagem, agradeçam o presidente e a esquerda.

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