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Mostrando postagens de 2019

Solidão Piauiense

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Tem dias que me sinto um ignorante de primeira classe. Sim, caro leitor, me sinto um completo idiota em determinados assuntos. Assuntos de diversas categorias. Mas o assunto que mais vem me incomodando envolve uma matéria amada por muitos: a geografia.  Sempre tive boas notas em geografia, geralmente as mais altas da sala. Porém, um assunto sempre me incomodou muito. O Piauí. Para mim e muitos outros, o Piauí é o estado mais solitário do Brasil. Explico, explico. Eu, em 16 anos de vida, parei para pensar no estado nordestino apenas umas 2 vezes. Me sentia muito mal por isso, achando que eu era um ponto fora da reta. Porém perguntei para uma grande amiga: “Quantas vezes você já pensou no Piauí?”. E ela, com a calma e luz de sempre, disse: “Sinceramente, acho que umas duas ou três”. Abro parênteses. Minha amiga tem 48 de experiência escolar. É uma das pessoas mais inteligentes e interessantes que eu já vi. Como disse a ela há pouco tempo: “Você é luz”. Fecho parênteses. E com ...

Presente surpresa

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Geralmente só ganhamos presentes em datas comemorativas. Porem ganhei um presente hoje, presente que não é físico e sim um ensinamento. Se bem que, na minha opinião, um ensinamento é mais importante que uma camisa. Hoje eu ganhei uma derrota. Agora o leitor deve estar revoltado e pensando “Que raio de presente é esse?”. Explico, explico. Hoje perdi uma partida em um campeonato de futebol, mas a derrota me ensinou algo importante. Me ensinou que é preciso saber ganhar. Como estou com tempo, vou contar o que aconteceu. Após o jogo, que foi 4 a 3 pra os adversários, vi uma mulher, com mais ou menos 40 ou 50 anos, caçoando crianças, de 9 ou 10 anos no máximo. Repito. Vi uma mulher, com mais ou menos 40 ou 50 anos, caçoando crianças, de 9 ou 10 anos no máximo. E foi ai que pensei “É preciso saber ganhar”. Sempre falam o contrário “É preciso saber perder”. Geralmente, falam essa frase para quem não aceita a derrota. Eu ouço muito essa frase desde os meus 10 anos. Vou tentar m...

As janelas da alma

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Hoje irei falar sobre o brilho nos olhos. Sim, mais uma vez esse tema. Como já disse, sou um pouco obsessivo, praticamente uma “flor da obsessão”. Não sei se vocês, caros leitores, convivem com alguém apaixonado. Como os olhos dos apaixonados brilham, brilham mais que muitas estrelas, quase a chama de uma fogueira. Se bem que, na minha opinião, a paixão cega. Vejam meu caso. Sou um eterno apaixonado, vivo a base de paixões. E minha paixão mais duradoura, durou em torno de 8 meses, me cegou. Eu não via os problemas do mundo, era um absurdo de feliz, na época, eu repetiria com grande facilidade a frase da Rita Lee “Amor é divino”. Porém, depois do término, virei o dobro do que eu era antes, não que a pessoa me atrasa-se, mas eu não via o que estava na minha cara. Digo com toda certeza. A paixão é a maior responsável pelas cegueiras do mundo. No entanto, falei tudo isso para chegar num assunto. O brilho nos olhos dos pedagogos. Brilho que é mais luminoso que as estrelas, que a c...

Países também se sentam sozinhos

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Vou começar o texto com uma confissão. Sempre tive medo de ser isolado. Medo que fez com que eu mudasse meu jeito para ser “aceito” por todos. Para ser sincero, senti esse medo até pouco tempo atrás, e após perder ele senti algumas consequências na pele, como o fato de nem todos gostarem do verdadeiro eu. Não sou um isolado porque tenho alguns grandes amigos. Ah, e antes que eu me esqueça, quero agradecer a todas as pessoas que estão ao meu lado, cada um do seu jeito faz com que meus dias sejam cada vez melhores. Mas vamos ao o que eu realmente quero falar. Diferente de mim, o Brasil, ou melhor, seu governo não tem medo de se isolar. E se tem, disfarça muito bem, porque o sentimento passado é que o Brasil é uma superpotência mundial, pois pelo o que o governo fala, mais precisam da gente, como país, que nós deles. Digo que não tem medo de se isolar por uma série de fatos. Não sei se vale a pena ficar falando aqui, até porque tudo o que seria dito já foi falado nos jornais. Já...

Mudança de planos

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Hoje eu iria escrever sobre a esquerda brasileira, ou melhor, já estava escrevendo. Porém parei no meio do texto, e explicarei o porquê. Fui à um evento ontem à noite, e no momento o tema tem maior importância para mim, até porque a esquerda não vai solucionar seus problemas de um dia para o outro. Mas antes de falar sobre a noite, contarei algo que aconteceu comigo durante o dia. Eu e um grupo de amigas estávamos conversando sobre representatividade, para ser sincero, elas estavam falando e eu apenas ouvindo. Estava calado pelo fato de que eu não participo de nenhuma minoria, e por conta disso, sou “representado” em boa parte dos casos. Agora vamos à noite. Fui convidado para uma exposição de artes. Exposição que foi feita e organizada por escolas que trabalham na educação de jovens e adultos. Ah, que noite incrível! Pessoas incríveis, principalmente um dos professores coordenadores e minha acompanhante, conversa boa, de política à dança, música ao vivo em pleno dia do musico,...

Veia aberta

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Começo o texto falando que hoje, em pleno 2019, me senti nos anos 50. Década em que Getúlio suicidou-se, que JK prometeu evoluir 50 anos em 5, que o Brasil ficou em segundo lugar numa copa do mundo, e que cerca de 50% da população brasileira era analfabeta. Agora, vou falar o porquê me senti nos anos 50. Ou melhor, vou falar sobre um livro escrito nos anos 50. O livro “Quarto de despejo – diário de uma favelada” fala sobre como era a vida de um pobre no antigo Brasil, que é muito atual por sinal. No Brasil, do livro e de 50, a escritora passa fome, o Rio de Janeiro era foco das emigrações, e os políticos, que como hoje, não faziam nada. Porém, vou dar enfoque a apenas um tema tratado no texto. A fome, que é tão bem descrita que a barriga de quem lê até dói. A autora fala que só não havia fome, quando ganhava pão, quando os açougueiros doavam ossos, e quando os feirantes davam a sobra das verduras, das frutas etc. “Mas o que a fome do livro tem haver com a sua “volta” aos ano...

Brasileirismo

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Hoje aprendi uma palavra nova. Sempre em que descubro algo novo, me sinto uma criança em fase de crescimento, aquela que tudo quer saber, que tudo pergunta. Mas voltando. A palavra nova é “Resiliência” e foi apresentada por uma grande amiga, na qual não citarei o nome, mas que ao ler esse texto saberá que é dela em que falo. Após ouvir a palavra, fui logo pesquisar o seu significado. Que é, segundo o dicionário, “Capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou as mudanças”. Admito que tive que ler umas cinco vezes para entender o significado, mas como dizem “A arte da leitura é a releitura”. E assim que entendi o significado, pensei “A muito tempo não ouvia uma palavra tão brasileira”. Digo e explico. O brasileiro é um dos poucos povos que se acostumam com as situações ruins e que, em hipótese alguma, se junta para reclamar. Espero que o leitor entenda que eu generalizei todo um país, até porque nem todos nós somos passivos, falo isso pois boa parte das pessoa...

Eternos nativos

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Dedico esse texto ao Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro. Dedico a ele pois por conta de uma de suas entrevistas, para ser mais exato, a que ele deu no programa “Provocações”, tive a curiosidade de pesquisar sobre a situação do índio no Brasil. A um tempo atrás li um livro chamado “O tupi que você fala”, não lembro-me o escritor, perdão. O livro infantil falava sobre a influência do tupi no nosso cotidiano, e no final do livro havia a seguinte frase “Descubra o indiozinho que vive dentro de você”. Abro parênteses. Sim, leio livros infantis. Tiro algumas das minhas ideias deles, se querem saber. Ah, me lembrei do nome do escritor. O nome do escritor é Claudio Fragata. Fecho parênteses. E após ler a frase, pensei “Nós temos tantos costumes indígenas. Então porque não respeitamos os nativos da terra?”. Disse nativos da terra, pois é assim que eles preferem ser chamados. De volta ao tema. E para quem duvida desses costumes vou citar alguns: Nós an...

apresento-lhes o maior pêndulo da história

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Primeiramente. Dedico esse texto a Galileu Galilei, homem que foi um dos primeiros a observar a física de um pêndulo. Segundamente, explico o que é um pêndulo. O pêndulo é um “dispositivo” em que vai de um lado para o outro, porém sempre volta para o mesmo local. Mas vamos ao texto. Hoje vi um pêndulo sobre uma mesa de escritório, e para ser mais preciso, a sala do síndico. Síndico, que por sinal acho que não gosta de mim, mas isso não vem ao caso e mesmo se viesse, paciência. Voltando a base da ideia. E após ver o pêndulo, pensei no Brasil. Sim, sempre ligo as coisas ao Brasil e sim, sou estranho por isso. O Brasil é um pêndulo, com outras palavras, sempre volta para o mesmo lugar. E caso não concorde, apresentarei uma situação e vamos ver se sua opinião será a mesma. Vou começar o parágrafo com uma citação “Um novo, claro Brasil / Surge, indeciso, da pólvora / Meu Deus, tomai conta de nós”. Ah, esses versos. Nunca ouvi alguém descrever a situação de um país em tão poucas ...

"Quem tem boca vaia Roma"

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Dedico esse texto a todos os gladiadores romanos em que viviam para proporcionar alegria a população, que por sinal vivia muito bem, da cidade de Rômulo e Remo. Espero que vocês tenham notado tamanha ironia na minha fala. Digo ironia porque os gladiadores estavam pouco se importando com o povo, e a população romana não vivia nada bem, tirando os imperadores, é claro. Citei os gladiadores no começo do texto pois hoje me peguei pensando sobre o “pão e circo”. Não me lembro exatamente o porquê comecei a pensar no assunto. Talvez tenha sido porque ouvi a frase, que eu concordo plenamente, “Quem tem boca vaia Roma”. Mas voltando. Para quem não sabe o que foi o “pão e circo” eu, apenas uma mente pensante, explico. O “pão e circo” foi o modo em que os imperadores acharam para manipular o povo. Quando a população se rebelava, o soberano dava de “presente” ao povo espetáculos, com direito a animais ferozes e muito mais, e pão. Novamente, vou dar um exemplo para que tudo fique mais clar...

Cortem as cabeças

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Pela primeira vez vou dedicar a alguém que não conheço. Dedico esse texto a todas as mulheres chamadas Piedade, nome que é uma homenagem a um sentimento tão puro. Agora ao texto. Todo Brasileiro sofre de Alzheimer. Sem exceção, todos os Brasileiros sofrem de Alzheimer. E agora os leitores devem estar se perguntando do que eu estou falando, se acalme que vocês saberão conforme forem lendo o texto. Vamos voltar a 1992, quando Fernando Henrique Collor, que segundo minha família, foi o presidente mais bonito que o Brasil já teve, sofreu impeachment. Para quem não sabe o Collor foi deposto por crime de responsabilidade. Na época em que o presidente caiu, grande parte dos brasileiros falaram “O Collor não volta nunca mais volta para a política”. E isso aconteceria, se não estivéssemos em um país que a população sofre de Alzheimer. E pode se indignar caro leitor, depois de ser deposto por crime de responsabilidade Fernandinho virou senador de seu estado, Alagoas. Repito. Depois de...

Dor de amor

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Todos os seres humanos do mundo já tiveram a primeira paixão. Lembro-me da minha. E dedico esse texto a ela. Bem me lembro do meu primeiro ano do fundamental, sempre fui um romântico e sempre sofri as consequências disso. Eu saberia falar o nome completo da menina, mas por questões éticas não falarei. Mas vamos falar sobre a minha paixão. Junto com ela veio o primeiro amor não correspondido. Fiz de tudo, cantei, escrevi cartas, me declarei e nada. Ah, mas foi a pior dor já sentida, me senti incapaz, sozinho. Porém, o meu primeiro “toco” fez com que eu sentisse empatia pelo nosso atual presidente. E para quem não o conhece. Lhe-apresento. Jair Bolsonaro, um ex-militar, no qual o único plano de governo é acabar com a corrupção. Abro parênteses. Segundo Aristóteles o ser humano é um ser político. E eu concordo com ele, mas faço uma observação. O ser humano é um ser político, menos os militares. Fecho parênteses. E agora os leitores estão se perguntando “E por que um toco fez...

Todos somos, e quase todos negamos !

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Queria ter alguém para dedicar esse texto, mas como não tenho, dedico ao meu ódio. O ódio deveria ser o sentimento mais único do mundo, porque o amor deve ser dado a todos, mas o ódio deve ser reservado a poucos. Mas vamos ao texto. Hoje eu vi a ingratidão nos olhos, não que eu ache isso bom, pelo contrário, acho péssimo. Vendo ela nos olhos, como um toureiro com o touro, cheguei à conclusão de que ela é um dos maiores males da humanidade. Todos somos ingratos. Somos ingratos quando maltratamos a mãe terra. Somos ingratos com quem tenta nos ajudar. Somos ingratos com nós mesmos. E alguns leitores devem estar se perguntando o porquê escrevo sobre isso. Hoje tentei ajudar uma grande amiga e ganhei um grande e sonoro “Não! Você não quer me ajudar”. E quando digo grande digo grande amiga, é porque a pessoa é de uma importância tamanha. Abro parênteses. Talvez eu esteja exagerando, pode-se ver que estou indignado. Se bem que não é difícil me ver assim, o governo me deixa ass...

Solidão paulista

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Primeiramente, dedico esse texto a minha insônia. Sempre digo que eu e ela temos um relacionamento mais respeitoso que muitos namoros ou casamentos por aí. Mas vamos a o texto. Hoje recebi a visita da minha avó e de um grande amigo da família. Os dois vivem uma vida luxuosa numa fazenda em Minas Gerais, mas isso não muda o fato de morarem no meio do interior. Abro parênteses. O interior que eu falo é daqueles que até quem nasceu e viveu lá acha pacato. Fecho parênteses. Depois de horas de conversa e de uma janta cheia de fartura, a comida estava tão boa que eu até repeti, os visitantes foram embora e eu como um bom anfitrião fui levá-los até a portaria. E o que aconteceu lá que fez com que eu pensasse no fato e escrevesse sobre o mesmo. Um dos visitantes na hora de sair desejou boa sorte ao porteiro. E o que me impressionou foi a reação do porteiro, e foi essa mesmo que vocês, meus caros leitores, estão pensando, nenhuma. E eu me peguei pensando, como que alguém te deseja b...

Apenas um "boas vindas"

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Quantos lugares as pessoas encontram para expressar o que sentem ? E quantas milhares de vezes uma ideia parece não pertencer a lugar algum ? Poder escrever sobre o que realmente dá vontade e deixar que leiam soa estranhamente libertador. E meio que isso que será projetado aqui. Os detalhes da rotina que ninguém percebe, os pensamentos que quase ninguém expõe, o querer compartilhar realidades. Um espaço em branco e um espaço de todas as cores. Espero que funcione.