Dor de amor
Todos os seres humanos do mundo já tiveram a primeira paixão.
Lembro-me da minha. E dedico esse texto a ela.
Bem me lembro do meu primeiro ano do fundamental, sempre fui
um romântico e sempre sofri as consequências disso. Eu saberia falar o nome
completo da menina, mas por questões éticas não falarei.
Mas vamos falar sobre a minha paixão. Junto com ela veio o
primeiro amor não correspondido. Fiz de tudo, cantei, escrevi cartas, me
declarei e nada. Ah, mas foi a pior dor já sentida, me senti incapaz, sozinho.
Porém, o meu primeiro “toco” fez com que eu sentisse empatia
pelo nosso atual presidente. E para quem não o conhece. Lhe-apresento. Jair
Bolsonaro, um ex-militar, no qual o único plano de governo é acabar com a
corrupção.
Abro parênteses. Segundo Aristóteles o ser humano é um ser
político. E eu concordo com ele, mas faço uma observação. O ser humano é um ser
político, menos os militares. Fecho parênteses.
E agora os leitores estão se perguntando “E por que um toco
fez com que você sentisse empatia pelo presidente?”. E eu digo, porém eu espero
que meus leitores sejam informados, mas para quem não é contarei o que
aconteceu.
Na assembleia geral da ONU, o nosso representante virou-se ao
Trump, presidente dos EUA, e disse “Eu te amo” e o milionário estadunidense, me
recuso a chamá-lo de americano por que nós, latinos, também moramos na América,
respondeu “É um prazer revê-lo”.
Ah, que golpe, que tristeza, a facada que recebeu antes da
eleição lhe-doeria menos. Facada que, na minha opinião, foi um golpe a
democracia, não faço como meus os ideais dele mas ainda sou humano como o
presidente. Mas voltando. Um “toco” visto pelo mundo, que humilhação!
Abro outro parênteses. Uso o ponto de exclamação porque na
minha opinião isso é de uma humilhação tamanha. Fecho parênteses.
E nessa hora eu fui capaz de sentir empatia de quem eu nunca
imaginei sentir. Dizem que o amor faz com que o mundo seja visto com outros
olhos. E como esse é o último parágrafo, termino com uma frase. Ah como dói o
amor.

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