"Quem tem boca vaia Roma"

Dedico esse texto a todos os gladiadores romanos em que viviam para proporcionar alegria a população, que por sinal vivia muito bem, da cidade de Rômulo e Remo. Espero que vocês tenham notado tamanha ironia na minha fala. Digo ironia porque os gladiadores estavam pouco se importando com o povo, e a população romana não vivia nada bem, tirando os imperadores, é claro.
Citei os gladiadores no começo do texto pois hoje me peguei pensando sobre o “pão e circo”. Não me lembro exatamente o porquê comecei a pensar no assunto. Talvez tenha sido porque ouvi a frase, que eu concordo plenamente, “Quem tem boca vaia Roma”.
Mas voltando. Para quem não sabe o que foi o “pão e circo” eu, apenas uma mente pensante, explico. O “pão e circo” foi o modo em que os imperadores acharam para manipular o povo. Quando a população se rebelava, o soberano dava de “presente” ao povo espetáculos, com direito a animais ferozes e muito mais, e pão.
Novamente, vou dar um exemplo para que tudo fique mais claro. Eu, um imperador romano, vejo que o povo está insatisfeito com diversas coisas. E então, decreto um feriado chamo os gladiadores para o espetáculo, e além disso, dou pão para toda a cidade.
Para os estudiosos essa forma de manipulação já acabou a muito tempo, e concordam entre si, que outras formas são utilizadas. Mas para mim, como eu disse no início do texto, apenas uma mente pensante, o “pão e circo” vive de forma intensa, mais intensa que o início de um relacionamento, em nossas vidas.
Digo e explico. A minha cidade natal, onde nasci e cresci, está rodeada de obras. E todo e qualquer morador dela já reclamou do transtorno em que elas, as obras no caso, vem causando. Porém as reclamações se arrastaram até um dia. Exatamente o dia 20/08 de 2019, o dia em que o nosso excelentíssimo prefeito proporcionou um grande show para os habitantes de “sua” cidade, que ficaram muito felizes, é claro.
E o que isso tem a ver com o “pão e circo”, o caro leitor deve estar pensando. E peço que vocês voltam ao quarto e sexto parágrafo, e também peço que me mostrem a diferença, digo de ideia e não a forma em que foi aplicada, de um para outro. A ideia é basicamente a mesma, agradar o povo num feriado com um “espetáculo” para que toda a população pare de reclamar.
Como sempre, vou terminar o texto com uma frase. E já peço desculpas pela licença poética. Agora a frase. Nem sempre é preciso trigo e leões para controlar o povo.


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