apresento-lhes o maior pêndulo da história



Primeiramente. Dedico esse texto a Galileu Galilei, homem que foi um dos primeiros a observar a física de um pêndulo. Segundamente, explico o que é um pêndulo. O pêndulo é um “dispositivo” em que vai de um lado para o outro, porém sempre volta para o mesmo local.
Mas vamos ao texto. Hoje vi um pêndulo sobre uma mesa de escritório, e para ser mais preciso, a sala do síndico. Síndico, que por sinal acho que não gosta de mim, mas isso não vem ao caso e mesmo se viesse, paciência.
Voltando a base da ideia. E após ver o pêndulo, pensei no Brasil. Sim, sempre ligo as coisas ao Brasil e sim, sou estranho por isso. O Brasil é um pêndulo, com outras palavras, sempre volta para o mesmo lugar. E caso não concorde, apresentarei uma situação e vamos ver se sua opinião será a mesma.
Vou começar o parágrafo com uma citação “Um novo, claro Brasil / Surge, indeciso, da pólvora / Meu Deus, tomai conta de nós”. Ah, esses versos. Nunca ouvi alguém descrever a situação de um país em tão poucas linhas. Descreve o Brasil, país que depois de uma “guerra” ideológica é um país “novo”. É um país que renasceu livre de todas as suas amarras ideológicas voltadas à esquerda, ao socialismo como muitos dizem. E que por conta desse renascimento, irá prosperar.
Abro parênteses. Tenho duas coisas a dizer. A primeira é que eu fui irônico quando disse país novo. E a segunda é que, segundo o nosso Presidente, o Brasil, que nunca foi socialista, saiu das amarras do modo de governo vermelho. Amarras que transformaram o nosso país em Cuba basicamente, segundo ele, fomos um país vermelho. Fecho parênteses.
Porém esses versos não são atuais, são de 1930. Época em que o Brasil sofria uma revolução armada. Revolução que velava a “República Velha” e batizava a “República nova”, porém com o nascimento de uma política “nova” surgiu um nome, na época, não muito conhecido. E esse nome era Getúlio Vargas, homem que depois instalaria uma ditadura no Brasil. Ah, e antes que eu me esqueça. Getúlio disse que acabou com os ideais antigos, um deles o “coronelismo”.
Agora vem minha teoria. O Brasil, depois de 89 anos, se vê na mesma situação que antes. Digo e explico. O país saindo de uma guerra ideológica, entre a direita e a esquerda, um novo nome surgindo, o do nosso querido presidente Jair Bolsonaro, e as promessas de um lugar novo, sem resquícios dos seus antigos governantes, no caso Lula e Dilma. Ou seja, sempre voltamos a mesma situação, mas claro que com algumas diferenças.
Por fim, termino com uma frase que estava no poema do poeta consagrado, Carlos Drummond, e um pedido. Primeiro o pedido. Peço que o “novo” nome não nós meta numa ditadura, como Getúlio em 1937. E agora a frase. “Meu Deus, tomais conta de nós”

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